"Você não tira uma foto, você cria uma foto."

Ansel Adams


Câmeras Mirroles

Se você não quer se limitar a uma compacta com seus sensores minúsculos e poucos recursos avançados mas também não pretende se comprometer com o tamanho, peso e complexidade de um sistema dSLR, por muito tempo não havia opção real de câmera digital.

Entram em cena as MILCs (mirrorless interchangeable lens camera, ou "câmeras com lentes intercambiáveis e sem espelho"), câmeras com design e tamanho de compacta, mas recursos mais avançados e lentes intercambiáveis. Menores, mas ainda assim poderosas e com sensores de tamanho e qualidade comparáveis aos das dSLR, estas máquinas estão ganhando cada vez mais mercado, principalmente entre amadores e entusiastas da fotografia.

A primeira câmera desse tipo a Epson R-D1 foi lançada em 2004, e posteriormente teve seu projeto comprado pela Leica para servir de base para a série M.

Ainda assim a categoria, originalmente chamada "EVIL" (electronic viewfinder, interchangeable lens, ou visor eletrônico, lentes intercambiáveis), só ficou conhecida do grande público a partir da Panasonic Lumix DMC-G1, de 2008. Esta câmera tinha como grande diferencial além do tamanho a utilização do padrão Micro-4/3 no sensor.

Mas o que são as MILCs?

A grande diferença entre uma MILC e uma dSLR é a ausência do visor óptico na câmera. Ao eliminar esse dispositivo, tornou-se possível remover do projeto o espelho móvel (que direciona a luz até o visor, e que se levanta para permitir a chegada da luz até o sensor) e o pentaprisma (que deixa a imagem no visor "de cabeça para cima"). Removendo esses dois componentes, a camera obscura em frente ao sensor pode ter suas dimensões reduzidas drasticamente, deixando o corpo da câmera mais fino, e pode-se também evitar a "torre" onde normalmente se coloca o visor óptico.

Em relação às compactas, as diferenças são ainda mais óbvias. O sensor maior permite um melhor desempenho da câmera em condições de iluminação desfavoráveis, além de aproveitar melhor as aberturas de maior diâmetro das lentes para a obtenção de bokeh .

Outra característica importante de uma MILC é a tela LCD, que compensa a ausência do visor óptico ao exibir em tempo real  o chamado live view a imagem captada pelo sensor, assim como acontece em compactas e dSLRs que contam com essa tecnologia. Ainda que a tecnologia esteja cada vez mais avançada, o LCD ainda sofre para a visualização em dias de sol forte, prejudicando um pouco a utilização da câmera. Por outro lado, a tela permite a operação da câmera em posições diferentes da clássica "ao nível do olhar" necessária com um visor óptico.

E vale a pena?

Algumas particularidades da construção dessas câmera ainda impedem, por exemplo, um desempenho satisfatório do autofoco quando se fotograva em modo contínuo, e o fator tamanho reduzido significa que, mesmo sendo mais práticas para carregar, as MILCs sofrem com baterias de menor capacidade.

Ainda que não sejam realmente substitutas das DSLR, e de outras câmeras mais poderosas, para a fotografia profissional, as MILCs já se apresentam como alternativas bastante versáteis para fotos do dia a dia, viagens ou para registros que não exijam a mesma qualidade de imagem.

 

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