"A camera é um instrumento que ensina as pessoas a ver sem camera."

Dorothea Lange


Gerenciamento De Mídia Digital

Uma das grandes dificuldades do fotógrafo é manter todo o o material produzido seja digital ou analógico organizado, seguro, e facilmente acessível. Arquivos, armários especiais e salas climatizadas costumam suprir as necessidades de preservação e acesso a negativos e impressões físicas de fotografias, mas quando se trata de arquivos digitais, a complexidade da manutenção desses recursos pode ser assustadora. Mas a prática e processo de gerenciar todo o catálogo de imagens digitais tem nome, e existem várias ferramentas capazes de auxiliar o fotógrafo nessa organização. Conhecida como DAM (Digital Asset Management - gerenciamento de recursos digitais) ou também DMM (Digital Media Management - gerenciamento de mídias digitais), a organização de arquivos digitais consiste me muito mais do que nomear os arquivos corretamente e mantê-los em uma pasta organizada. Existem dois tipos principais de sistemas de DAM: os catálogos de mídia e os repositórios de recursos.
Catálogos de Mídia.
Esse tipo de sistema é basicamente um índice de arquivos que sobrepoe às imagens uma série de informações de metadados. Um catálogo criado no Lightroom ou um filmroll do Darktable, por exemplo, são catálogos de mídia. Essa sobreposição de informação é feita para que os arquivos originais não sejam alterados diretamente pelo aplicativo, garantindo assim a edição não destrutiva, uma das principais vantagens na utilização desses softwares para o tratamento de imagens.
A principal desvantagem dos catálogos de mídia está na estabilidade dos arquivos. Como os originais são referenciados por endereços exatos, se um arquivo se corrompe, ou se uma pasta é movida de forma errônea, o catálogo perde a referência e deixa de exibir as infromações relativas aquele(s) arquivo(s), dificultando consideravelmente a tarefa de manutenção do acervo.
Repositórios de recursos.
Ao contrário dos catálogos de mídia, em um repositório de recursos os arquivos originais são armazenados dentro de um banco de dados seguro, e só podem ser acessados a partir do aplicativo utilizado para a criação do repositório. O Apple Aperture, por exemplo, trabalha dessa forma com os Vaults (cofres) que armazenam as imagens, e todos os metadados relativos a cada arquivo, para fins de backup.Aliás, apesar de consumir muito mais recursos do que um catálogo de mídia em termos de espaço de armazenagem, largura de banda, etc os repositórios de mídia são particularmente apropriados para cópias de segurança, uma vez que armazenam toda e qualquer informação relativa aos arquivos contidos no repositório. Uma desvantagem significativa dos repositórios, entretanto, é a velocidade com que informações podem ser recuperadas, já que a busca é realizada em arquivos muito maiores do que atalhos simbólicos.
Escolhendo entre Catálogos ou Repositórios
A escolha por catálogos ou repositórios para o gerenciamento de recursos digitais depende dos equipamentos disponíveis e das necessidades do fotógrafo. Quem trabalha em apenas um local como um estúdio, por exemplo e dispõe de hardware suficiente pode aproveitar melhor a segurança oferecida por um repositório, já que dificilmente terá que recorrer a downloads de arquivos na nuvem para realizar seu trabalho. Por outro lado, profissionais que utilizam notebooks que são máquinas geralmente menos potentes do que desktops e que trabalham em diversas locações podem preferir trabalhar com catálogos referenciados, que agilizam o trabalho e, com os devidos cuidados, mantém os arquivos originais intactos durante todo o processo. Vale ressaltar também que a maioria dos softwares utilizados profissionalmente para fotografia trabalham com catálogos de mídia, exceção feita ao Apple Aperture e ao Corel AfterShot Pro, que permitem ao usuário a escolha entre a utilização de qualquer um dos tipos de sistema de gerenciamento.

 

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