"Se algo não pode ser escrito, ou pensado, ele pode ser fotografado."

Stanley Kubrick


Sebastião Salgado

Considerado um dos grandes fotodocumentaristas da atualidade, o mineiro de Aimorés (MG) Sebastião Ribeiro Salgado Filho é provavelmente o maior nome da fotografia brasileira em termos mundiais.

Formado em economia, Salgado começou sua trajetória profissional trabalhando em sua área de graduação, chegando a ocupar cargo na Secretaria de Finanças, em São Paulo. No início da década de 1970 passa a trabalhar para a Organização Mundial do Café, em Londres e é enquanto ocupa este cargo que faz a travessia para o mundo da fotografia.

No ano de 1973, enquanto supervisionava um projeto de cultura de café em Angola para a OMC, utiliza a Leica de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, e inspirado pelo resultado decide se tornar fotógrafo. Assim começa a atuar como freelancer para agências de fotografia como Sygma e Gamma, chegando também a trabalhar para a Magnum. É graças à empresa fundada por Henri Cartier-Bresson que consegue financiar seu primeiro projeto pessoal uma viagem à África, após vender as imagens de um atentado contra o então presidente estadunidense Ronald Reagan em 1981.

                                                                     (Guatemala, 1978)

Seu primeiro livro – Outras Américas – publicado em 1986, aborda a vida de camponeses e nativos da América Latina, e é resultado de sete anos de fotografias feitas por todo o subcontinente. No mesmo ano lança Sahel: l'homme en détresse (Sahel: o homem em pânico), reunindo imagens capturadas na região intermediária entre o Deserto do Saara e o centro do continente africano durante a colaboração do fotógrafo com a ONG Médicos sem Fronteiras. 

(Uma mulher malnutrida, desidratada, no hospital de Gourma Rharous, Mali. 1985)

Depois da miséria da África, Salgado manteve seu viés social e de crítica à pobreza em seu trabalho ao publicar o livro Trabalhadores Rurais (1996), em que registra o cotidiano e os desafios dos campesinos por todo o mundo. 

(Pescadores de crustáceos. Ria de Vigo, Espanha, 1988)

Além destes trabalhos, Salgado já publicou diversos outros livros, com destaque para Êxodos (2000) retratando o movimento migratório do campo para a cidade, e que teve uma exposição spin-off com 90 imagens no escritório central das Nações Unidas em New York chamada Retratos de Crianças do Êxodo (2000).

(120 refugiados vivendo em um trem. Ivankovo, Croácia. 1994)

O reconhecimento pelo trabalho de Sebastião Salgado inclui praticamente todos os prêmios de fotografia existentes, mas vale ressaltar:

Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes, 1998

Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária.

Prêmio World Press Photo

The Maine Photographic Workshop ao melhor livro foto-documental.

Eleito membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciência' nos Estados Unidos.

Prêmio pela publicação do livro Trabalhadores.

Medalha da Inconfidência.

Medalha de prata Art Directors Oub nos Estados Unidos.

Prêmio Overseas Press Oub oí America.

Alfred Eisenstaedt Award pela Magazine Photography.

Prêmio Unesco categoria cultural no Brasil.

40º Prêmio Jabuti de Literatura: categoria reportagem

Atualmente, Salgado se dedica a uma série de iniciativas de preservação ambiental, incluindo aí o Instituto Terra, em Minas Gerais, que recuperou uma área desmatada e a transformou em Reserva Natural, desde 1998. Salgado vive com a esposa em Paris, e juntos têm dois filhos. O trabalho do fotógrafo é atualmente representado pela agência Amazonas Imagens http://www.amazonasimages.com/, criada pelo casal, com sede em Paris.

 

 

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